Capítulo 1. Objetivo
1.1. A UTB tem como objetivo buscar valorização de capital no curto e médio prazo por meio de operações de swing trade em ações, selecionando poucas ações com boa qualidade técnica: tendência de alta, rompimento de máxima recente e aumento de volume.
1.2. A estratégia é deliberadamente seletiva. Dias ou semanas sem nenhuma nova entrada são considerados parte normal do processo, e não falha.
1.3. Os parâmetros da estratégia não serão afrouxados apenas para aumentar a quantidade de sinais.
Capítulo 2. Estrutura das carteiras
2.1. A UTB opera duas carteiras independentes, com regras, moedas e benchmarks próprios:
- a) Carteira Ações Brasileiras UTB: ações brasileiras, em reais.
- b) Ações USA UTB: ações americanas, em dólares.
2.2. A configuração da carteira Ações USA UTB é mantida separada para não prejudicar o que já funciona na B3. Cada carteira tem lâmina de resultado própria.
Capítulo 3. Universo elegível
3.1. Carteira Ações Brasileiras UTB. São elegíveis ações negociadas na B3 que façam parte da lista de monitoramento de ações brasileiras líquidas, composta por small e mid caps selecionadas por critério de liquidez financeira mínima.
3.2. O script de seleção da B3 não aplica, por si só, filtro de liquidez financeira mínima, de preço mínimo ou de RSI. A liquidez é controlada pela composição da lista de monitoramento: só entram ações que atendam ao critério de liquidez financeira mínima (critério confirmado pelo gestor em 10/10/2026). Periodicidade de revisão da lista: a definir pelo comitê.
3.3. Ações USA UTB. São elegíveis ações americanas disponíveis para negociação que atendam, cumulativamente:
- a) volume financeiro diário conforme o critério de liquidez mínima;
- b) preço conforme o critério mínimo de elegibilidade.
3.4. A disponibilidade de cada ativo e de frações de ações é verificada manualmente antes da operação.
3.5. Minicontrato de índice (WIN) e demais derivativos não fazem parte do universo elegível (ver Capítulo 7).
Capítulo 4. Critérios de entrada
4.1. Carteira Ações Brasileiras UTB: Setup Tendência do Radar B3. Todos os cálculos usam o gráfico diário. O sinal de compra só existe quando todas as condições abaixo são verdadeiras ao mesmo tempo:
- a) Estrutura: a média móvel simples de 50 pregões (MM50) está acima da média móvel simples de 200 pregões (MM200).
- b) Preço: o fechamento está acima da MM50.
- c) Rompimento: o fechamento supera a maior máxima dos 20 pregões anteriores.
- d) Volume: o volume do dia é superior a 120% da média de volume dos últimos 20 pregões.
4.2. Ações USA UTB: Setup Tendência USA. Gráfico diário, todas as condições cumulativas:
- a) preço acima da MM50 e acima da MM200;
- b) MM50 acima da MM200;
- c) fechamento acima da maior máxima dos 20 pregões anteriores;
- d) volume do dia superior a 130% da média dos últimos 20 pregões;
- e) RSI entre 50 e 72;
- f) preço no máximo 12% acima da MM50;
- g) liquidez e preço mínimo conforme item 3.3.
4.3. Confirmação obrigatória. O sinal do screener não é ordem. Antes de qualquer compra:
- a) cada ativo sinalizado é aberto no gráfico e a estrutura é confirmada visualmente;
- b) são avaliados o risco, o stop técnico e o tamanho da posição;
- c) a execução só ocorre após essa confirmação;
- d) a operação é registrada no histórico da carteira, com justificativa.
Capítulo 5. Critérios de saída e stop
5.1. Stop técnico. Todo stop é definido antes da entrada e individualizado por ativo, com base na estrutura do gráfico. Não se usa patamar genérico apenas em função do preço médio.
5.2. Níveis de monitoramento por posição, no gráfico diário, avaliados no fechamento do candle:
- a) fechamento abaixo do stop técnico manual;
- b) fechamento abaixo da MM50: perda de momentum;
- c) fechamento abaixo da MM50 com volume forte: risco elevado;
- d) fechamento abaixo da MM200: perda estrutural;
- e) rompimento do fundo que invalidava a entrada.
5.3. Classificação dos alertas:
- a) ATENÇÃO: preço abaixo da MM50 sem quebra estrutural confirmada.
- b) RISCO ALTO: MM50 perdida com volume forte, peso ou perda relevante na carteira, ou deterioração contra o índice ou o setor.
- c) STOP CRÍTICO: stop manual atingido, perda da MM200, quebra de suporte estrutural ou tese invalidada.
5.4. Em STOP CRÍTICO, a prioridade é a proteção de capital. Precedente registrado em 29/09/2026: posição encerrada após quebra da MM50, da MM200 e da região de suporte, classificada como tese técnica invalidada.
5.5. Alertas de proteção. Cada posição aberta mantém alerta de cruzamento da MM50 diária e alerta de stop de proteção no TradingView, ligados ao sistema de análise da UTB. Os alertas da carteira Ações USA UTB têm validade e são renovados periodicamente.
5.6. Os alertas não executam ordens automaticamente. A decisão de manter, reduzir ou encerrar uma posição é sempre humana.
5.7. Realização parcial de lucro e regra de stop móvel: a definir pelo comitê.
Capítulo 6. Gestão de risco e limites
6.1. Regras vigentes:
- a) Stop técnico definido antes de toda entrada (item 5.1).
- b) Monitoramento obrigatório por alertas de MM50 e de stop para todas as posições (item 5.5).
- c) Reconciliação semanal, toda sexta-feira, das posições com a corretora (quantidade, preço médio e caixa). Divergências geram nova base e são registradas.
- d) Seletividade: parâmetros de entrada não são afrouxados por falta de sinais.
6.2. Limites ainda não formalizados:
- a) Risco máximo por operação: limite a definir pelo comitê.
- b) Tamanho máximo por posição: limite a definir pelo comitê.
- c) Exposição máxima por setor: limite a definir pelo comitê.
- d) Número máximo de posições simultâneas: limite a definir pelo comitê.
- e) Exposição mínima e máxima em caixa: limite a definir pelo comitê.
- f) Tamanho de posição na carteira Ações USA UTB: limite a definir pelo comitê.
6.3. Propostas em análise pelo comitê (não vigentes):
- a) arriscar entre 0,5% e 1% do patrimônio da carteira por operação, com quantidade calculada a partir da distância até o stop;
- b) stop posicionado entre 1,5 e 2 vezes o ATR diário;
- c) limite de exposição por setor, dado que hoje existe concentração em siderurgia;
- d) filtro de mercado: novas compras apenas com o Ibovespa (ou o S&P 500, na carteira Ações USA UTB) acima da própria MM50, e posições menores quando abaixo;
- e) prioridade para ações com força relativa positiva contra o índice em 4 a 12 semanas;
- f) vedação de novas entradas a poucos dias de balanço, Copom ou payroll;
- g) saída parcial no ganho de 2 vezes o risco inicial, com stop do restante acompanhando a MM21.
Capítulo 7. Vedações
7.1. É vedado:
- a) executar ordens automaticamente a partir de alertas ou webhooks;
- b) entrar sem sinal completo do setup e sem confirmação visual no gráfico;
- c) alterar parâmetros apenas para gerar mais sinais;
- d) operar minicontrato de índice (WIN), fora do escopo atual;
- e) divulgar credenciais, patrimônio, número de conta ou posições em alertas, logs ou no site;
- f) operar derivativos (opções, futuros, termo);
- g) usar alavancagem ou realizar venda a descoberto;
- h) praticar day trade como estratégia;
- i) aumentar posição perdedora para reduzir o preço médio.
Capítulo 8. Processo de decisão
8.1. Rotina diária vigente:
- a) 8h21: execução do scan do Radar B3 e envio dos sinais.
- b) 8h48 e 13h48: radar de notícias e de menções no X sobre as ações da carteira e os sinais do dia.
- c) Durante o pregão: alertas de MM50 e de stop, com análise automática e classificação em Atenção, Risco alto ou Stop crítico.
- d) 18h15: resumo do dia.
- e) Sexta-feira: reconciliação das carteiras com as corretoras.
8.2. Comitê de IA (em implantação). Cada sinal passará por cadeiras de análise técnica, notícias, fundamentos e agenda, e posicionamento; por um debate entre um agente comprador e um vendedor, com um terceiro julgador, usando modelos de IA diferentes; por um pré-mortem; e pela cadeira de risco, com poder de veto. O resultado será um plano com entrada, stop, alvo e tamanho. Uma retrospectiva semanal avaliará as operações encerradas e proporá ajustes às regras.
8.3. Até a implantação do comitê, a decisão final de entrada e saída é de Eric Gaigher, gestor da carteira própria.
Capítulo 9. Benchmarks
9.1. Carteira Ações Brasileiras UTB: Ibovespa e CDI.
9.2. Ações USA UTB: S&P 500 e Nasdaq, em lâmina separada.
Capítulo 10. Divulgação e transparência
10.1. Resultados são divulgados exclusivamente em percentual: rentabilidade mensal e acumulada, comparação com benchmarks, volatilidade, maior queda, índice de Sharpe, taxa de acerto e exposição setorial em percentual.
10.2. Nunca são divulgados valores em reais ou dólares, patrimônio, número de conta, quantidades ou posições exatas.
10.3. Metodologia da lâmina da Carteira Ações Brasileiras UTB: retorno ponderado no tempo, diário, apenas das ações dessa carteira; caixa, aportes e retiradas não entram; operações pelo preço executado, sem custos e impostos; proventos creditados na carteira. Histórico desde 01/07/2026, reconstruído a partir das notas de corretagem e extratos B3, não auditado.
10.4. Acertos e erros são divulgados com o mesmo destaque.
Capítulo 11. Fatores de risco
11.1. Risco de mercado: ações podem sofrer quedas relevantes e rápidas.
11.2. Risco de liquidez: small e mid caps podem ter negociação reduzida, dificultando a saída no preço desejado.
11.3. Risco de concentração: a carteira tem poucas ações e pode concentrar setores.
11.4. Risco de execução: stops não são ordens automáticas; o preço de saída pode ser pior que o nível do stop, inclusive por abertura com salto.
11.5. Risco cambial: a carteira Ações USA UTB está exposta à variação do dólar.
11.6. Risco de modelo: sinais técnicos falham, e resultados passados ou simulados não se repetem necessariamente.
11.7. Risco operacional e tecnológico: falhas em plataformas, alertas, dados ou agentes de IA.
11.8. Risco de dados: a lâmina é reconstruída, sem custos e sem caixa, e o resultado real tende a ser inferior.
Capítulo 12. Aviso legal
12.1. A Urban Trading Bros. não é fundo de investimento, não é registrada na CVM e não é administrada, gerida ou distribuída por instituição autorizada.
12.2. Trata-se de carteira própria, com recursos do próprio gestor. Não há captação de recursos de terceiros.
12.3. Nenhum conteúdo deste documento ou do site constitui recomendação de investimento, oferta, análise de valores mobiliários ou consultoria.
12.4. Rentabilidade passada não garante resultado futuro. Os dados não são auditados.
12.5. Quem decidir investir deve buscar informações próprias e, se necessário, um profissional habilitado.